2.12.2011

FINITO!

YES! Terminei!


Como bons costumes são difíceis de serem perdidos - do dia para a noite - e mesmo depois de ter finalizado este livro, fico aqui, agora e à toa, pensando o que mais eu poderia ali ter acrescido. . . Só não foi-me possível prorrogar nem minhas palavras, nem o zumzumzum das reflexões por mais tempo, pois nem umas nem outras suportavam mais tamanha embromação. Afinal tudo aquilo ja' tinha dado o que tinha que dar e tive que concluí-lo (e, no final, concluir-me) porque "my actions spoke way louder than my words".


E sob essas formas, em Português e Inglês, deu-se o fim de minha epopéia (chamada de O corpo das palavras) que encontrou o seu final, neste novo blog. 

Bom, sempre que me perguntam, aqui: what’s your book about?
Eu respondo: about the expression of the self.
Curta e reta.

Como base de um dos direitos mais importantes aqui nos EUA, o direito à Liberdade de Expressão (inerentes a todos os seres humanos, claro), então, a resposta fica facilmente visualizável aos Americanos, uma vez que todos aqui possuem vozes, independente da classe social e raça. A literalidade da palavra "expressão" é algo tão simples de ser delineada e ao mesmo tempo, tão complexa de ser lineada. Mas "é". Afinal, como nos expressamos muda de pessoa para pessoa, o que varia de acordo com o nosso ritmo pessoal (a paciência, nesse caso, é essencial ser observada).


No mundo ao nosso redor, igualmente. . . Quando expressamos nosso ser, abraçamos ideias, filosofias, palavras ditas (cheias ou vazias, verdadeiras ou falsas) isso tudo algo tão. . . e tão. . . E nesse shape todo, moldamos o nosso ser. Afinal de contas, o que é ser. . . humano? Pois é, vai observando. . . 2 anos? Nem tanto assim. . .

Até que um dia desses, a um amigo Brasileiro, enrolei (por email) intermináveis parágrafos para resumir o que escrevi naquelas quase 300 páginas, porque tentei me fazer entender (através de muito blábláblá) ao invés de somente dizer o que digo ao povo daqui: sobre a expressão do ser. Assim, algumas vezes, na prolixidade, resumo o meu conflito, pois sobrevivo desta provocação, onde a ação do meu pensamento é constante e sobre ela, eu me comunico (e muito me extrumbico!).
Well, not really. . .
Well... really!

Então, para mudar um padrão de comportamento, nada melhor do que praticar um outro e este blog tem esta função. Por essa razão, disponibilizarei outro apanhado de ideias sobre minhas outras ideias, e vou, sim, tentar fazer algum sentido com tudo isso (e aquilo. . .). Apenas não sei como serão desenhadas as linhas por aqui. Mas que não sejam muito tortas. . .

E como uma flor onde a soma de suas partes faz a beleza daquela, em relação ao me livro, o mesmo acontece. Algumas vezes foi suado e doloroso (para o corpo e a mente), mas agora que coloco um ponto final nele, fico-me sentindo vazia, sem a parte que se fez tão necessária à minha rotina. . . e à minha vida. E necessito preencher-me, pois vivo em um mundo onde as palavras existem e elas me fazem persistir.


Revejo o espaço que ocupo no limite da minha escrivaninha e da porta de entrada, porque, afinal, vivo as palavras em dois mundos distintos. E reparo como lido com a rapidez dos meus pensamentos – que sempre vão muito longe dali. . .

Então, dizem que da dor nasce um amor, então, estou aberta para essa nova energia, mesmo que eu ainda retorne mil vezes para editá-la. Afinal, ao editar a minha energia, noto que não há fundo para o amor. E pelo que me parece, nem para as palavras. . . pois vivo a reeditá-las, para sempre aprimorá-las. 


Por enquanto, fico aqui. . . esperando a impressão.
Soon to be. . . come!